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Entre os dois mundos

Manoel Philomeno de Miranda

Pags: 304
Formato: 14X21

Entre as duas dimensões, a física e a espiritual, existem esferas com vibrações próprias que “servem de pousos para refazimento, de hospitais transitórios que albergam recém-desencarnados incapazes de alcançar mais elevadas zonas espirituais, de núcleos de sofrimentos compatíveis com as experiências infelizes que se hajam permitido aqueles que são atraídos por afinidade de ondas mentais e morais.”

 

Nessas esferas intermediárias, há uma ininterrupta movimentação de seres espirituais em intercâmbio contínuo, dando-nos a idéia de que não existe estagnação no Universo.

 

Lendo esta portentosa produção do Espírito Manoel Philomeno de Miranda – Obra de fôlego! – constataremos que bem pouco sabíamos sobre as nuanças do Plano Espiritual, e que temos em nossas mãos um rico manancial complementar das Obras básicas do Espiritismo.

 

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A relação entre o mundo espiritual e o mundo físico é o eixo em torno do qual giram muitas das fundamentais questões do Espiritismo. Por essa razão, Allan Kardec, o irrefutável organizador do pensamento doutrinário, dedicou mais de dez capítulos de O livro dos espíritos a esse tema que sempre empolgou a Humanidade em todos os tempos.

 

Diariamente, milhões de criaturas reencarnam e desencarnam em todo o planeta, numa movimentação cuja abrangência escapa à apreciação do homem comum.


Nesta obra, Manoel Philomeno, sob a supervisão de elevados mentores, aborda uma vertente dessa realidade, mais diretamente encaminhada aos trabalhadores da seara espírita-cristã. Nela, traz-nos as experiências “dos que prosseguirão aprisionados nos seus complexos meandros de sombra e de dor, de revolta e de insensatez, de ódio e de pesar”, despertando-nos para a gravidade dos tempos atuais, que tem feito tombar valiosos cooperadores da grandiosa missão de libertar consciências.


Propositalmente, o autor, em suas primeiras páginas, reproduz a belíssima e educativa conferência pronunciada pelo Irmão Policarpo, “O Amigo de Jesus”, mártir nos primórdios do Cristianismo, quando, ao lado da esposa e dos filhinhos, foi humilhado e morto pelos sequazes do imperador Diocleciano. Preocupado com a “sensação de horror na Terra, que sensibiliza os Céus...”, o lúcido mensageiro projeta claridades nas atormentadas paisagens das lutas humanas. Adverte-nos para a “loucura que toma as massas e envilece os espíritos”. Com sua argúcia psicológica, busca emocionar e animar na exaltação da misericórdia divina, que a todos socorre.


Percebe-se, com facilidade, que o intuito maior do livro é mostrar que enganos terríveis estão levando espíritas a morrerem mal, por terem se afastado dos redentores programas de trabalho no Bem, elaborados no período pré-reencarnatório.


Os casos Dr. Marco Aurélio e Laércio, entre outros exemplos de fuga dos compromissos, buscam despertar-nos para os riscos do trajeto, em suas provações e desafios.


Ao mesmo tempo, o texto socorre-nos com esclarecimentos preciosos, mormente para os que operam na árdua tarefa da desobsessão, como no capítulo das “parasitoses físicas”, quando os mecanismos das enfermidades psíquicas têm por gênese as perseguições espirituais. Com a didática que lhe é própria, Philomeno retrata a ação “perispírito-perispírito” que, com o tempo, acaba por lesionar as estruturas fisiológicas do corpo carnal, caixa de ressonância de nossos atos e pensamentos. Os neurônios, os primeiros a tombar nessa guerra surda, vão paulatinamente produzindo males como perda de raciocínio, descontrole emocional, anulação do senso de discernimento, entre outros, catalogados na ainda etiologia obscura da ciência médica.


Em Diálogos e elucidações oportunos, encontramos alentadores estímulos para a melhoria da nossa qualidade de vida íntima, desde que nos entreguemos com devotamento à elevada e consciente conduta na prática do Bem.


“Trabalhar atentamente, buscar iluminar-se interiormente, desenvolver os sentimentos de amor e caridade no coração (...)”, funcionam como regras salvacionistas nos processos de resgate, diz-nos o dedicado benfeitor.

 

Carlos Augusto de São José

 
     
     
     
 
 
 
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