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Triunfo da Imortalidade


O trânsito carnal festivo e quente que envolve o ser, pela sua própria estrutura resulta das sucessivas transformações que se operam no curso existencial.

Obedecendo às leis do movimento, átomos e suas partículas alteram a constituição em que se apresentam conforme a natureza do conjunto.

No caso da organização humana, reúnem-se em perfeita integração perispiritual, que lhe faculta apresentar-se na forma conhecida, alterando-se conforme as energias emitidas pelo Espírito no seu processo evolutivo.

Por essa razão, o corpo físico sofre contínuas modificações, decorrentes dos campos vibratórios programados para a jornada orgânica. Em consequência, tudo na relatividade do tempo e do espaço impõe alterações estruturais que culminam no fenômeno biológico da morte.

Enigma filosófico desafiador, a morte tem sido a grande incógnita de cada vida.

Enquanto algumas escolas de pensamento confirmam o prosseguimento da vida, outras aí assinalam o seu encerramento.

Pensadores dignos, através da História, têm procurado confirmar a sobrevivência do ser, da sua energia pensante, a disjunção molecular, enquanto a presunção de inumeráveis outros, em razão do sofrimento e dos desencantos que experimentaram, colocam-lhe o noto final.

Entre ambas as correntes comportamentais, os fenômenos mediúnicos, sob variada denominação, demonstram a continuidade da transcendência e, por efeito, da indestrutibilidade da vida.

Em toda a cadeia da existência, não são raras as demonstrações da continuidade dos acontecimentos, apresentando alterações naturais que testemunham o prosseguimento existencial.

Lamentando, porém, a sua interrupção, quando os prazeres se multiplicam, esses aficionados em amargura determinam a destruição do ser na disjunção da forma.

Assim pensando, comportam-se em incessante busca de compensações prazerosas enquanto no corpo, exaurindo-o na luxúria e mediante os tóxicos da alucinação.

Glórias e desgraças na Terra são fenômenos do existir para facultar a aprendizagem das Leis Soberanas no processo iluminativo das reencarnações.

Causam espanto, sim, as alterações do corpo nos períodos que sucedem à infância e à juventude.

As carnes frescas e lisas de repente são convertidas em máscaras de horror mediante as rugas profundas e as degenerações inevitáveis, provocando pranto e dor.

Vezes outras, enfermidades deformadoras instalam-se no vaso carnal, e formas estranhas, algumas aberrantes e assustadoras, convertem os indivíduos em espectros que aparvalham e geram piedade...

Não raro,  apresentam-se essas deformações da aparência no monte das exposições degeneradas dentro das quais respira a vida com ânsia ou não de morrer.

*   *   *

A vida, que promana de Deus, no entanto, aí se homizia, nesses rescaldos de horrores, agarrando-se ao corpo desgastado e disforme.

Nada obstante, um organismo, mesmo sob os camartelos do sofrimento, constitui bênção de alto significado para a experiência iluminativa.

Razões ponderáveis de existências passadas contribuíram para a ocorrência necessária.

Desse modo, seja qual for a manifestação orgânica em que o Espírito se apresente revestido, constitui bênção de Deus, que se deve valorizar, a fim de purificar-se interiormente.

Bendize toda e qualquer circunstância em que te encontres, porque te constitui instrumento de elevação moral.

A beleza de um dia cobra imposto em favor do futuro e, quando utilizada de forma enganosa, plasma alterações correspondentes às necessidades da harmonia.

Utiliza-te de cada instante para aprimorar-te, insculpindo no pensamento e na emoção o amor para modelares o futuro radioso, sempre organizado em experiência anterior.

A filosofia da imortalidade é a mais compatível para proporcionar felicidade ao ser humano pelo ato de o transformar no grande escultor da própria alma.

Mediante o pensamento em contínua edificação, elabora um programa de compreensão ética e moral para a existência transitória.

Insiste sem desânimo no aprimoramento dos teus sentimentos, oferecendo chances a todas as criaturas, muitas vezes sem dar-se conta.

Se te equivocas e ages mal, recua para refazer o caminho. Não deixes marcas aberrantes por onde transitas.

Urge que imprimas no íntimo o anseio de plenitude, trabalhando sem cessar pelo bem.

Quando não possas ajudar, não contribuas para aumentar a ruína, a desdita de outrem.

Renasceste para crescer e desenvolver o deus interno que faz nos refolhos do ser profundo que és.

Adquire o hábito salutar de ser aquele que compreende e ajuda mesmo desconhecido. Não é importante que se saiba quem o bem faz, mas que ele seja feito, porquanto os seus efeitos edificam o mundo melhor.

A vida, por isso mesmo, é um curso incessante que jamais se interrompe, semelhante a um córrego de nascente perpétua a fluir com intensidade, enfrentando o leito desafiador.

*  *   *

As dúvidas pairavam mesmo entre os Seus discípulos a respeito da ressurreição que Ele prometera.

Estavam desapontados e aturdidos.

Tudo era sombrio, e as expectativas eram ainda piores.Foi quando Ele ressurgiu em imortalidade triunfante, conforme era antes e mais belo do que nas ocasiões passadas.

Assim também aconteceria contigo e, de forma idêntica, os teus amores que retornaram antes ressurgirão em gloriosa madrugada para sustentar-te na saudade e na dor.

Aguardam-te em contentamento e não te abandonam jamais.

Vive, no mundo físico, de maneira que amealhes um tesouro de harmonia íntima por todo o bem que possas realizar.

Nunca permitas que o mal dos perversos te aturda na caminhada de libertação, recordando Jesus, que, a cada passo, enfrentou o cinismo e o cepticismo daqueles que viviam apenas para as rápidas ilusões da matéria.

 

Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na sessão mediúnica de
 1º de outubro de 2018, no Centro Espírita Caminho da Redenção,
 em Salvador, Bahia.
Em 7.1.2019.