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Sempre é Natal


Repentinamente houve mudança brusca nas paisagens morais da Terra.

No Império Romano, que sempre estivera em guerra, no momento em que Otaviano, do Segundo Triunvirato, dominava a sós praticamente o mundo conhecido, instaurou-se um período de relativa paz.

As legiões cuidavam agora das terras conquistadas e, na gloriosa capital, a filosofia e a arte convidavam à reflexão e à beleza.

Uma psicosfera de quase harmonia estendia-se no mundo exaurido, e as nações dominadas submetiam-se aos imperativos dos conquistadores.

Reencarnaram-se então Espíritos nobres ao invés daqueles belicosos, que fomentavam guerras e desaires em toda parte.

Mesmo as nações vencidas pareciam respirar alguma alegria e mantinham esperança de futuro melhor.

O imperador demonstrava interesse em atender ao povo sempre necessitado de ajuda. Havia compreendido que a melhor maneira de governar uma nação é aquela que impõe a ordem e a moralidade em toda parte.

Não há muito ele havia vencido Antônio, também triúnviro, que retornara ao Egito, onde se suicidara, sucedido por Cleópatra, que o acompanhara no gesto ignóbil.

Diminuíam as dores coletivas que dizimavam os bárbaros, e uma era especial generalizava-se no mundo.

O poder da força permanecia perverso, mas as musas cantavam hinos de louvor à paz e se fruía esperanças e benesses.

Realmente era estranhável que, numa época de intolerância e de prepotência em que eram esmagados os fracos ante a impiedade dos poderosos, se experimentasse um período de solidariedade e de progresso social como aquele.

Uma primavera espiritual se havia fixado nas paisagens de Roma e, como consequência, ocorria maior desenvolvimento do progresso das artes, do comércio e das múltiplas atividades humanas.

Tinha-se, então, a sensação de que algo extraordinário, não habitual, estava acontecendo, e todo o império respirava relativa paz.

De fato, naquele período especial, nasceu Jesus com o objetivo de trazer a fraternidade ao planeta ensanguentado e sofredor.

Nenhum vulto histórico destacou-se no cenário da Humanidade conforme a criança da gruta de Belém, que se transformaria no mais extraordinário de todos os tempos.

Tudo era inesperado então. Mesmo o Seu nascimento, que passou quase despercebido no cenário político e sociológico da época, exatamente como os profetas do passado haviam assinalado, somente se fez conhecido muito mais tarde.

Ele não veio para conquistas mundanas e transitórias, nem para o destaque rápido na História dos povos...

O Seu ministério era especial como dantes jamais alguém conseguira expor e vivenciá-lo.

Por essas e outras razões, o Natal de Jesus assinala uma era nova para a Humanidade, em razão de sua singularidade e dos objetivos especiais para os quais Ele tomara as vestes humanas.

*

Antes, os carros das guerras destruidoras erguiam dominadores ao apogeu e às vitórias, e logo após eram vencidos por outros combatentes não menos violentos e perversos.

As edificações grandiosas de cada povo, que deslumbravam o mundo de então, após momentos de brilho, eram transformadas em escombros por outros conquistadores terríveis, que a tudo reduziam em cinza e desolação.

A sucessão de glórias terrestres e misérias seguia nas páginas da História, comemorando as ilusões e tramas dos destinos implacáveis.

É certo que, depois dEle, ainda continuaram as máquinas de destruição e de loucura semeando a morte e a devastação.

Apesar disso, Ele veio edificar o monumento da paz nos corações e alterar para sempre os conceitos sobre a vida e a morte de tal maneira que ficou insuperável o Seu ministério.

Foi o primeiro comandante dos exércitos do amor, que se espalharam por toda a Terra, semeando esperança e alegria, mesmo ante as terríveis sombras de ódio e malhas da crueldade.

Demonstrou que o amor é a força mais poderosa do Universo, porque, sendo manifestação do Pai, é a alma da vida e a vida do ser.

Conseguiu alentar os desesperançosos e concedeu-lhes a honra do júbilo pelos sofrimentos experimentados.

Apresentou a única ética responsável pela felicidade e viveu-a em todos os momentos da Sua existência entre nós.

Nada apresentou de especial, que se não pudesse realizar, valorizando as coisas simples e desconsideradas como de importância especial na construção da ventura.

Cantou os mais belos hinos de exaltação à humildade e ao trabalho como nunca ninguém tivera coragem de o fazer.

Renunciou a qualquer tipo de pompa e de exaltação ao ego, a fim de demonstrar que o ser humano é filho de Deus, a caminho da iluminação interior que o plenifica para sempre.

Exaltou a ternura e, na incomparável canção das Bem-aventuranças, ofereceu o mais expressivo legado de beleza e vida que se conhece.

Dividiu o tempo em antes e depois dEle, imortalizando-se na autodoação, quando se permitiu imolar em duas traves grosseiras, que se transformaram em asas de luz para a ascensão ao Infinito.

Ninguém jamais semelhante a Jesus!

*

É por essas razões que o Natal é o momento em que se tece a túnica nupcial da Humanidade para a grandiosa união com Ele.

Utiliza-te das vibrações do Natal para refazeres os caminhos por onde tens jornadeado, modificar o comportamento para melhor ao embalo da Sua voz cariciosa e experimentar a inefável alegria do bem no próprio coração.

O Natal é a representação do grande momento em que a Humanidade recebeu no seu seio Aquele que é vida, luz do mundo e excelente Filho de Deus, vinculando todos os seres humanos, animais e vegetais na condição de irmãos sob a fatalidade do Bem.

 Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Pereira Franco,
na Mansão do Caminho, em Salvador,
Bahia, na noite de 11 de outubro de 2019.
Em 5.2.2020

 
     
 
 
 
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