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Homenagem a Divaldo Franco em Feira de Santana






Ao iniciar a noite de 21 de março de 2018, em Feira de Santana, em meio a um blecaute geral, ocorrido em vários Estados do país, inclusive na Bahia, Divaldo, como sempre, apresentou-se com suas luzes, emprestando ao lugar uma luminescência alegre e festiva, tanto quanto harmônica.

A primeira parte da inauguração do túnel que leva o nome de Divaldo Pereira Franco foi a sua abertura ao tráfego. Pouco antes de iniciar o ato inaugural, o sistema elétrico foi restabelecido no local, antes mesmo do que nos demais.  A percepção de todos os presentes foi que isso não se constituiu em uma coincidência, atribuindo, simplesmente, à presença de Divaldo naquele lugar.

O Prefeito da cidade, José Ronaldo de Carvalho e outras distintas autoridades, juntamente com Divaldo, descerraram a placa inaugural, assinalando permanentemente aquele momento solene. Divaldo, visivelmente emocionado, agradeceu aos presentes e disse que não era digno do referido reconhecimento.

Finalizado este ato, os presentes se dirigiram ao complexo cultural Ária Hall, para onde a Câmara de Vereadores transferiu a sua sessão solene para homenagear o feirense ilustre.

Destacando os 160 anos de O livro dos Espíritos, com mais de 70 milhões de cópias vendidas, Divaldo mencionou a sua importância, salientando uma história que envolveu, inicialmente, o Codificador da Doutrina Espírita, Allan Kardec, que recebera um pacote contendo o livro encadernado e uma carta escrita por um tipógrafo, narrando que ele havia sofrido a perda de sua amada esposa anos antes, e que, devido à sua depressão, envolvera-se em vícios, levando-o a pensar em suicídio.

Ele tinha ido ao Rio Sena com a ideia de realizar seu propósito e encontrou O livro dos Espíritos. Naquele momento, algo que ele não soube explicar, chamou-o para abri-lo e encontrou uma inscrição que dizia: Este livro salvou minha vida, espero que ele salve a sua. Realmente, conseguiu salvá-lo porque ele desistiu de sua ideia inicial. Continuando com a leitura, impressionado, entendeu que a morte de sua esposa era uma separação temporária e que eles se encontrariam novamente mais tarde. Terminando seu relato, agradeceu a Kardec dizendo que suas mãos eram abençoadas pelo trabalho exposto em O livro dos Espíritos.

Divaldo narrou, em seguida, a sua própria descoberta da maravilha do livro, no qual encontrou respostas para todas as suas preocupações. E concluiu: Esse livro também me salvou. Todos os presentes o aplaudiram em pé.

Feira de Santana, cidade natal de Divaldo Pereira Franco, reconhecendo o ilustre médium e orador espírita, além desta homenagem, denominando o túnel localizado no cruzamento das avenidas Getúlio Vargas e Maria Quitéria, já o havia distinguindo através da denominação de um Centro de Convenções e uma avenida.

Mayra Cortés
Versão de Paulo Salerno
Em 23.3.2018
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