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Sede de Deus


Há mais ou menos vinte anos, algo surpreendente me causava espanto, no que diz respeito às conferências que venho realizando pelo mundo.

No Grupo Espírita André Luiz, na cidade do Rio de Janeiro, que dispõe de um salão para quatrocentas pessoas, os interessados em ouvir-me formavam fila desde a madrugada, para estarem acomodados às 20h, quando se iniciava a reunião. Apesar da surpresa, acostumei-me com o fato que se repete até hoje.

Encontro-me, nesta semana, visitando diversas cidades do Estado do Rio Grande do Sul e, no município de Pelotas, no último domingo, com vento forte e frio, numa temperatura de 10 graus, formou-se uma fila à porta do Teatro Guarani, desde a manhã, que foi crescendo até tomar alguns quarteirões em volta, a fim de assistirem à palestra que se realizaria às 18h.

O espetáculo foi comovedor, porque, em face do volume de pessoas e da chuva contínua, a diretora do teatro, num grande gesto de solidariedade, abriu-lhe as portas e facultou que, antes do horário convencionado, todos se adentrassem, lotando a sala para mil e quatrocentos indivíduos. Durante toda a conferência, que durou setenta minutos, o silêncio era comovedor e a avidez dos interessados pelo assunto proferido chamava a atenção.

Logo em seguida, a imensa fila para autógrafos e o contato direto com as pessoas demonstrando sua alegria ou formulando algumas perguntas para melhor esclarecer-se sobre o que foi abordado, deram-me a certeza da sede de Deus que vem dominando todo o mundo.

Embora o comportamento hedonista de grande fatia da sociedade e os comprometimentos com o luxo exagerado, a criminalidade e o gozo imediatista, é inegável a necessidade de Deus para harmonizar o ser humano.

Ante as imensas comodidades que são desfrutadas por milhões de pessoas, a dor ceifa outros tantos e o vazio existencial que domina a cultura hodierna enlouquece as massas e transforma-as em fantasmas...

A desagregação da família, a perda das tradições e o sexismo desestruturador são os grandes responsáveis pela terrível situação em que se encontram essas multidões.

O Espiritismo, demonstrando a imortalidade da alma e a justiça divina através da reencarnação, conduz o indivíduo a Deus e auxilia-o na compreensão dos seus deveres para consigo mesmo, assim como a sociedade mediante o exercício da caridade.

Felizmente, outras doutrinas religiosas, especialmente a católica, sob o báculo do papa argentino Francisco, estão contribuindo para o retorno de Deus aos corações estiolados.

Divaldo Pereira Franco
Artigo publicado no jornal A Tarde,
 coluna Opinião, em 23.8.2018.
Em 23.8.2018.

 
     
 
 
 
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