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Divaldo, O mensageiro da Paz


Ele já nos contou tantas histórias...

Narrou fatos de sua vida em palestras e conversas que nos emocionaram profundamente.

Um pequeno grande médium, desde os primeiros anos, uma torre alta captando sinais desse mundo invisível que se desvela cada vez mais aos nossos verdadeiros olhos.

Sua vida, seus atos, seus feitos, sua bondade, mereciam um filme.

E eis que chegou o momento. Aos 92 anos, o mundo ofereceu a Divaldo Pereira Franco e nos deu de presente um belíssimo registro cinematográfico.

A obra, dirigida por Clóvis Mello, presta uma homenagem sincera e fiel ao nosso querido Divaldo. Tendo seu roteiro sido revisado e supervisionado por ele mesmo, vemos uma fidelidade e uma veracidade contundentes. O próprio Divaldo, em entrevista, afirmou que fez questão de receber o roteiro para que fossem evitados excessos, o que é bem comum nas biografias no cinema, permitidos em nome de apelo maior a esse ou aquele público ou até para causar maiores impactos na audiência.

Não é o que vemos em Divaldo, O Mensageiro da Paz, distribuído no Brasil pela Fox Films. O diretor é cuidadoso, a produção é competente, fazendo com que não só nosso personagem principal seja destacado, mas também mostrada a importância da Espiritualidade nos acontecimentos e fatos de sua vida.

Joanna de Ângelis, mentora de Divaldo, que o acompanha desde a infância, é interpretada por Regiane Alves, com muita propriedade. Conseguimos perceber seu perfil exigente, determinado e, ao mesmo tempo, carinhoso, sempre cuidadosa com a grande missão que ambos deveriam desempenhar. (Nos bastidores, Divaldo conta que a própria Joanna auxiliou na escolha da atriz para desempenhar esse papel.)

Outra figura que merece destaque é o da mãe de Divaldo, Ana Franco (Laila Garin), também devidamente homenageada na produção, mostrando-se sempre presente e igualmente consciente do trabalho que o filho iria realizar na Terra: Esse menino nasceu para ser de todo mundo.

Marcos Veras, que interpreta o perseguidor espiritual de longa data, também merece elogios. Em todas as cenas, algumas extremamente delicadas e que poderiam descambar para o pieguismo, para a emoção fácil, registramos a sua excelente performance.

Finalmente, os três Divaldos, criança, jovem e adulto foram igualmente competentes. Pelo tempo de tela, o jovem Guilherme Lobo conquista com facilidade. Já Bruno Garcia, que somente aparece na parte final do longa, consegue nos convencer que é o próprio Divaldo, mesmo com pouco tempo de atuação comparado com os dois anteriores. Bruno Garcia fica com as cenas mais sensíveis e emotivas da obra, que apresenta também o nascimento da Mansão do Caminho de forma singela e sensível.

Temas como suicídio, morte, mediunidade, desfilam de forma magistral na tela durante 119 minutos. Duas horas, aliás, que passam rapidamente e que nos dão vontade de assistir, quem sabe, uma série, uma temporada toda com as ricas vivências desse personagem.

Os diálogos são muito bem colocados. Alguns poderão alegar um tom professoral ou de proselitismo religioso. O filme traz sim, os ensinamentos do Espiritismo do começo ao fim, e que bom que o faz com competência e fidelidade, mostrando a essência da Doutrina codificada por Kardec. Há muito invencionismo até mesmo no cinema, em nome do Espiritismo. Importante mostrar as bases. Por isso são importantes os filmes como Kardec, A História por trás do nome e Divaldo, O Mensageiro da Paz, que apresenta o médium baiano sempre ligado à base Doutrinária, não se deixando levar por vaidades, modismos ou qualquer outro tipo de enxerto que queiram fazer na Doutrina Espírita.

Não há como dissociar a vida de Divaldo do Espiritismo. Fica muito clara sua fundamental participação na chegada à Terra do Consolador Prometido por Jesus.

Divaldo deixa visível que o Espiritismo tem como proposta maior a fraternidade, pois é Doutrina Cristã, que visa trabalhar a reforma íntima da criatura.

Não é uma obra sobre fenômenos mediúnicos, mais uma tentativa de provar ao mundo que a mediunidade está presente e pulsante em nossas vidas, porém, um filme sobre o trabalho de amor do mundo espiritual em conjunto com missionários da Terra, como Divaldo.

Alguns ainda podem ser reticentes em aceitar a influência do mundo dos Espíritos em nossas vidas, mas garanto que pensarão um pouco melhor depois de conhecerem mais de perto o homem, o médium, o filantropo, o orador, Divaldo Pereira Franco.

Andrey Cechelero
Em 31.10.2019.

 
     
 
 
 
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